Pouco util ou 4 motivos para eu não gostar de Bardos.

Olá caros leitores do blog MundoRPG, cá estou eu para compartilhar um pensamento e uma opinião com vocês: Por que diabos é tão difícil de interpretar um bardo? Sim, interpretar um bardo dá trabalho adicional, mas por quê? Eu já vi muitos jogadores dizerem “jogo com qualquer tipo de personagem, menos um bardo”, eu não os condeno, eu também não gosto de bardos em jogos de RPG, nem como Mestre nem como jogador, se algum de vocês que estão lendo isso tiverem a oportunidade de jogar RPG comigo algum dia, verão que bardos não são coisas que parecerão muito (é bem provável que nunca apareçam), só uso bardos se for extremamente necessário para a aventura e como jogador eu não jogo com bardos, eu vou explicar o porquê de EU de jogo com bardos e não gosto de bardos em jogos de RPG:

1º motivo: Bardos dão trabalho.

Sim, interpretar um bardo é um trabalho a mais para Mestre e Jogador, afinal, bardos adoram criar poemas e musicas e ficam cantarolando o tempo todo, são galanteadores (algumas vezes até de mais). O ultimo quesito é o menos trabalhoso, quase todo jogador gosta de galantear as raparigas da taverna, mesmo que esteja interpretando um bárbaro rude pra caramba! Mas os outros dois quesitos, esse sim dão trabalho, musicas e poemas? Se quiser interpretar um bardo direito aprenda a escrever alguns. Se o seu Mestre for realmente um cara sádico ele vai pedir para você escrever poemas sobre as aventuras dos personagens, isso em mais ou menos uma semana, claro que isso é bem difícil, afinal de contas poetas não nascem do dia para a noite e mesmo poetas verdadeiros demoram meses para finalizar um poema, mas se fosse fácil o seu mestre não seria considerado sádico, estou certo? E se ele for realmente sádico ele vai pedir para que você traga um poema pronto para a primeira seção de jogo, assim mesmo sem inspiração nenhuma e isso é bem mais difícil do que quando se tem como base pelo menos as aventuras dos personagens. Mas espera aí, esse post é sobre bardos ou poemas? Isso nos leva ao meu próximo motivo.

2º motivo: não existe suporte para bardos.

Esse sim é outro grande complicador para a interpretação de um jogador em relação a um bardo, quase todo mundo de Fantasia Medieval tem uma academia para guerreiros ou uma academia para magos ou uma Guilda de ladinos ou templos para clérigos e paladinos e alguns ainda tem tudo isso de uma só vez, mas cadê os bardos nessa historia? Sim meus caros leitores, parecem que os bardos são discriminados pelos criadores de mundo de Fantasia Medieval, quase nunca tem um lugar para que bardos sejam treinados, lugares assim ajudam e muito a pensar na historia do personagem e a interpretá-lo, afinal de contas se o seu personagem é obediente as regras ele com certeza vai se comportar a maioria do tempo segundo as regras de onde foi treinado, assim como se ele for rebelde ele vai se comportar de forma quase que totalmente (ou totalmente mesmo) oposta ao lugar que ele foi treinado (OBS: personagens assim não costumam se formar em lugar nenhum), segundo algumas descrições encontrados em livros por ai “a única maneira de se virar um bardo é aprendendo com outro bardo”, mas afinal de contas, com quem esse bardo aprendeu? Você deve está respondendo para si mesmo neste instante algo mais ou menos assim: “ora bolas, com o mestre dele”, e eu lhe pergunto: com quem o mestre dele aprendeu? E você continuará respondendo: “com o mestre dele”, até que eu chegue com o ultimato: e com quem o primeiro bardo aprendeu? Muitos poderiam responder “com o deus dos bardos e aí está outro problema, em mundo de Fantasia Medieval costumam existir deuses da magia, da guerra, da trapaça, da bondade, da ressurreição, da morte, da natureza e do carvalho a quatro, mas em quase nenhum existe um deus dedicado aos bardos e/ou a musica (pelo menos) (e antes que alguém diga “e Arton?” e eu respondo: Arton é exceção). Quando existem deuses assim, em outros mundos, ficam esquecidos como deuses menores e esse tipo de deus dificilmente é lembrado pelos jogadores (por isso eu coloquei “ficam esquecidos” antes de falar isso).

3º motivo: Bardos não ajudam o grupo.

Observe como a bardo ao invés de lutar fica ai tocando flauta, deve está pensando "estou ajudando o guerreiro com inspirar coragem".

Quem diabos precisa de alguém cantarolando o tempo todo, verdade que o bardo costuma ter muito conhecimento, mas nem sempre esse conhecimento é útil (aos jogadores de D&D ou D20: Lembrem, só por um segundo, que nem todos os jogos tem “conhecimento de bardo” para os bardos, nem para ninguém. Não tem diacho, pronto. Nem todos os jogos precisam se adequar ao mostrado em D&D), alguns espiram coragem, legal, outros botam medo nos adversários, mas a maioria só ficam cantando observando os seus amigos serem trucidados, enquanto cantam para tentar “encorajá-los” um pouco, mas afinal de contas, não seria mais útil se ele finalmente fosse para a linha de frente do combate ao invés de ficar dando bônus mínimos para aquele guerreiro emboscado por três ogros? Esse é outro motivo que me leva a achar um bardo praticamente inútil em um jogo de RPG, ele têm suas virtudes, mas seus defeitos as superam.

4º e ultimo motivo: Bardos trazem problemas para o grupo.

Sim, bardos trazem sim problemas para o grupo, quem nunca se viu em uma enrascada graças à “esperteza” daquele bardo ou foi preso e/ou levou uma surra de alguém depois do bardo falar algo como “nada que um pouco do meu charme não resolva”? Existem bardos que dão Observe como a bardo ao invés de lutar fica ai tocando flauta, deve está pensando “estou ajudando o guerreiro com inspirar coragem”. em cima até de rainhas, só por que elas são bonitas. Poxa meu, você ta no castelo do marido dela seu idiota, isso é tipo suicídio, e claro quem paga o pato é o grupo inteiro (se o grupo não for preso vai ter que voltar para resgatar o bardo que foi preso, se bem que, se eles forem espertos e não muito sentimentais e se leram esse post, vão deixar ele lá até o fim da aventura…). Eles adoram fazer piadinhas infames quando é menos conveniente entre outras coisas.

Concluindo

Bardos são seres praticamente inúteis para RPGs, difíceis de interpretar, sem um suporte digno por parte dos cenários, se metem em problemas e metem o grupo neles também além de serem péssimos combatentes, ladinos sabem abrir portas e desarmar armadilhas, magos sabem lançar magias extremamente uteis, clérigos e paladinos podem curar e afastar mortos-vivos, mas o maldito bardo não faz nada além de cantar. Claro que você pode ter uma idéia completamente diferente do que foi dito nesse post, afinal de contas esse são os MEUS quatro motivos para não gostar de bardos vocês não precisam concordar com eles, eu só espero que não apareça nenhum troll mala defendendo os bardos aqui como se eu tivesse pedindo a extinção deles dos jogos de RPG (até que não seria uma má idéia…).

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10 Respostas para “Pouco util ou 4 motivos para eu não gostar de Bardos.

  1. ainda bem que existe o TRPG.
    Mas não entendo como vc pode esperar que alguém n concorde com suas ideias e ainda assim n possa te criticar por isso… No mais, n quero ficar discutindo msmo, só tenho a declarar que gosto muito da classe bardo e sempre achei eles mais como uma espécie de ladino fanfarrão do q um conjurador propriamente dito, mesmo podendo estar completamente errado nessa minha tese eu gosto bastante dela e a uso para interpretar os meus “larápios musicais”. Se vc quiser ficar combando ele mais do que tudo duvido que sairá algo realmente satisfatório na maioria dos sistemas, no entanto, em matéria de histórias poderá sim sair coisas maravilhosas. É só a minha opinião, respeito a sua e concordo com ela em vários pontos, mas n em tudo, é isso.

    • Bom, eu não disse que esperava que alguem concordasse com elas, eu só disse que eram as os MEUS motivos, alguem concordando ou não. Eu respeito o seu gosto por bardos, mas eu não compartilho o mesmo, fazer o que?

  2. É claro que não concordo com o seu texto e acredito que você só conheça o bardo de D&D 3ª edição.
    O bardo também é um conjurador arcano e se mostra uma classe boa e versátil no D&D 4E (agora ele não precisa mais nem utilizar instrumentos para suas magias, além de também dar dano, é um ótimo líder)

    E pra terminar: Não, eu também NÃO gosto de bardos, nunca joguei com um.

  3. Bardos Ownam, ja tive varios bardos e com certeza deram graça a aventura, ainda mais que levo minha viola e crio repentes com as situações, as vezes sai algo bom, as vezes sai porcarias, o bom é que quase nunca preciso rolar dados, mas te entendo, apenas não é seu tipo de personagem, assim como não curto magos!

  4. Olá!
    Uahuahuahuahaua… sua revolta com os bardos é tão aceitável quanto inválida. Existem muitos sistemas onde os bardos possuem “bônus” superiores aos seu possíveis “deméritos”, basta saber criar o mesmo. Assim como criar um mago é complicado, interpretar um bardo é difícil, mas nada impossível e chato.

    Eu gosto de bardos e usá-los, não para serem poetas e músicos, mas sim historiadores, eruditos ou loucos, e em nada são complicados. É tudo uma questão de prática e, principalmente, um sistema bom (saia da 3ª ed meu caro, saia logo… XD).

    Até and Bye…

  5. Putz, que triste ler um post assim… Mestre para três grupos frequentes de D&D e o personagem mais marcante até hoje foi o bardo de um jogador que simplesmente, batia bem, salvava o grupo com sua lábia, pegava geral nas tabernas e cidades novas, conjurava magias muito boas, tinha carisma (não os pontos, mas carisma mesmo de personagem) e ainda por cima unia o grupo como um verdadeiro líder.

    Mas tudo bem, com exemplos ruins, a pessoa fica com a visão ruim, certo? Acho que o autor só teve exemplos ruins de bardos no seu grupo. Espero que essa opinião não influencie as pessoas mais verdes nos jogos e os faça deixar de experimentar essa classe que tem muito potencial nas mãos de um jogador habilidoso.

    • Meu caro Mestre Bio, eu nunca disse que não houvesse exceções de Bardos em outros grupos, essa postagem reflete o que eu penso dessa classe e eu deixo isso bem demostrado durante todo o post, e também, fui um post para divertir o leitor, não para formar a sua opinião, não somo a Globo que fica tentando “controlar” a opinião do seu publico.

  6. Cara. Eu sempre joguei com ladrao, mas depois da primeira vez q joguei com barddo do ad&d – em especial o kit thespian (ator) – nao quero fazer outro tipo de personagem. Alem de dar cor e ser o aglutinante dos personagens supercombos do grupo, e um personagem q evolui de forma paralela e muito interessante. O bardo tipo asterix q fica cantando o tempo todo enche o saco, mas e so fazer adepto a uma arte diferente. Agora ter de declamar poesias na mesa para passar em testes e a mesma coisa pedir para o JOGADOR de um personagem ranger rastrear um cachorro na rua…

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