Diário de Campanha do Grupo 1. Capitulo 1: Prólogo.

DALOS

Dalos estava em Valkaria. Os jovens elfos daquele templo foram muito amáveis com o tempo que ficaram com ele. Porém, havia ainda aqueles monstros naquele lugar. Sabia que os Goblins ficavam numa favela perto dali. Bichos Imundos e Nojentos!

A clériga fez os últimos curativos em seu corpo, cheio de cicatrizes, e o ajudou a por sua armadura. Então, ela diz, com doçura:

<Lianodel> — “Agora está tudo bem… Não sobrou nenhum daqueles ferimentos horrorosos seus…”

<Dalos> Olha no olho da clériga, respira fundo e responde… “Nenhum dos ferimentos de meu corpo irmã… mas ainda carrego todos de minha alma…” sorri “devo partir em breve…”

Ela sorri de volta. Porém, também um sorriso triste. Afinal, também havia perdido entes queridos na Queda de Lenórienn. Mas, também, todos os elfos tinham…

<Lianodel> — “Eu compreendo. Não posso tirar-lhe a liberdade. Se quiser ficar mais um tempo aqui, acho que nossos irmãos não ficarão com raiva de você. Mas, se é a sua vontade…”

<Dalos> toca de leve o rosto da clériga, tentando fazê-la sorrir de verdade ” Tenho algo a fazer… um povo a unir… essa batalha ainda não acabou…” da um beijo na testa dela “Nos veremos novamente ” toma rumo a retirar-se do templo, a passos lentos e melancólicos

Dalos está a caminhar pela Vila Élfica, ultima comunidade realmente composta por elfos. Embora, ainda estavam passando vários humanos. Às vezes, um anão, ou um goblin passava por lá. Os não-elfos carregavam normalmente armas, e armaduras. Mas não poderia expulsá-los dali.

<Dalos> pensa “Isso está errado”

Caminhando soturnamente, Azgher a castigar-lhes com um brilho forte, e um calor escaldante a queimar sua pele, Dalos vê os limites da vila, perto da Estátua de Valkaria, tão famosa ali.

<Dalos> olha para os lados com o único olho bom, procura uma fonte para tomar um pouco de água e encher o cantil

<Dalos> pensa: “Preciso reorganizar isso, vou precisar de terras… e dinheiro…”

Seus pensamentos são interrompidos quando um pequeno menino, humano, puxa sua capa, em suas costas. O menino é maltrapilho, sem alguns dentes na boca, e veste-se em Andrajos. Ele simplesmente estende a mão, pedindo uma esmola.

<Dalos> suspira e pensa: “Como deixam alguém crescer assim, deveria estar morto… “olha no fundo dos olhos menino “Saia daqui garoto.”

<Criança> — “Ei tio! Dá uma coisa pra mim. Um tibar de cobre que seja. To com fome…”

<Dalos> empurra o garoto para o lado e continua andando ” Eu disse pra sair daqui. ”

O menino fica olhando incrédulo para o elfo imponente a caminhar para longe. Você ainda consegue ouvir:

<Criança> — Arrogante! Como todos os lixos!

Ao virar, colérico, você não a vê mais.

<Dalos> sorri consigo mesmo e torna a andar

LIANDRIEL

Liandriel estava bem, pelo menos no físico. Estava ainda no templo de Lena. As paredes brancas, e límpidas, exalando um ar de limpeza. Preparava-se para ir. Pegava mochila, cantil, sabre, e tudo mais. Na verdade, era uma das únicas que estava armada, e, desses, apenas ela era uma mulher. Helena ajuda-a a colocar suas coisas, e simplesmente diz:

<Helena> — “Sabe que pode ficar aqui pelo tempo que quiser.”

<Liandriel> Jogou a mochila nas costas e voltou-se para Helena – “Já fiquei tempo demais…”

<Helena> — “Mas… e se aquilo piorar, menina? Não vai estar conosco para poder cuidar de você!”

<Liandriel> Sorriu para a amiga –” Você e Gildeon já fizeram muito por mim, amiga… E agradeço, de coração…” Desviou o olhar, e o sorriso desapareceu dos seus lábios. Contudo, disfarçar, fingindo verificar se tinha pegado tudo. – “Não quero continuar sendo um peso para vocês aqui…”

<??> Uma voz familiar vem de algum lugar e diz –”Mas é claro que não é peso para nós!”

<Liandriel> Olhando ao redor e procurando o dono da voz

Gildeon se aproxima, fazendo sonoro barulho, com suas passadas com grevas. Era muito bonito, para falar a verdade. Loiro, com cabelos compridos, e olhos cheios de compaixão. Usava um pano na frente da armadura, exibindo o símbolo sagrado de Lena. Ele adentra a sala, e se senta na cama onde passara tanto tempo.

<Gildeon> — “Se tu pensas que é um peso para nós, está equivocada, menina. Não a impedirei de ir. Mas, pelo menos, gostaria de deixá-la num local seguro.”

<Liandriel> Olha seria para Gildeon – “Agradeço suas palavras e sua preocupação, Gildeon, mas não é necessário. Não tenho um destino definido… Além do mais, ainda considero que já abusei demais de sua boa vontade…” Sorri de leve para o paladino de Lena

<Gildeon> –“Não abusa nem um pouco, Liandriel. Estamos apenas preocupados com você. Quero deixá-la num lugar seguro, aonde sei que posso ficar tranquilo. Pois se não, ficarei inquieto com a sua condição. Por favor…”

<Liandriel> seu sorriso desvanecia novamente nos lábios… Por mais grata que estivesse, estava cansada de vê-los preocupados com ela… – “Então será sua sina ficar inquieto, meu amigo, assim como é minha sina conviver com a morte espreitando em minhas veias…” sua voz saíra mais agressiva do que pretendia a atenuava… “Não pretendo ir para um lugar seguro, ou ficar num lugar seguro, apenas esperando minha hora chegar. E é pelo mesmo motivo que decidi partir daqui… Vocês fizeram o que podiam por mim, amigos, e serei eternamente grata… Mas existem outros precisando da ajuda e cuidados de vocês, e está na hora de seguir meu caminho… Meu lugar não é aqui… Se não sou um peso para vocês, ficar aqui está sendo um peso para mim… Por favor, entendam. Fiquei trancafiada durante muito tempo. Mas agora quero ser livre…” seus olhos ficavam úmidos enquanto falava, e as lágrimas lutavam para escapar…

<Gildeon> –“Bom… se é assim…”.

Ele se levanta, devagar, e lhe dá um abraço. Um pouco incomodo, já que a armadura pinica muito, mas, ainda afetuoso. Ele dá um beijo em sua testa, e simplesmente diz:

<Gildeon> — “Então boa viagem, minha menina. Se precisar de ajuda nossa, sabe a quem procurar…”

<Liandriel> Ela o recebe e o aperta forte, por mais inútil que isso pudesse ser pela armadura… Não se importava com o metal gelado em sua pele… Encostava a cabeça em seu peitoral, deixando as primeiras lágrimas escaparem… –”Obrigada, Gildeon…”

<Liandriel> Se afastava dele, o soltando, e se voltava para Helena, se aproximando da clériga e a abraçando da mesma forma afetiva –”Obrigada por tudo, amiga…”

Helena não se contém, e lhe aplica um abraço também. Um tanto forte, se levar em consideração que ela é uma senhora que não está mais na flor da idade.

<Helena> chorando ela diz –”Sentiremos sua falta. E não se esqueça de aparecer de novo aqui.”

<Liandriel> sorri com no abraço de Helena… –”Voltarei para vê-los… Pode ter certeza…” Mantinha firme o abraço, deixando-a chorar em seu ombro… Estava feliz por ter encontrado amigos como eles depois de tudo o que vivera e passara… Após algum tempo, solta Helena e se afasta também, olhando para os dois… –”Agradeço tudo o que fizeram por mim… E os carregarei sempre comigo…” leva a mão direita até o peito, pousando-a sobre o coração… “Aqui…” As lágrimas insistiam em correr, mas a elfa sorria radiante, como não fazia por muito tempo… Era um sorriso sincero…

EHLÄNA

Ehläna caminhava pela cidade de Valkaria. Com a queda do Imperador Thormy, a cidade de Valkaria não tinha o brilho que achava que teria. Havia muito mais mendigos na rua, mais ladrões. O Sol era forte, e fritava sua carne sem piedade.

Ehläna ainda lembrava-se de sua última “aventura”, não lhe rendera muito mais do que algumas peças de cobre. O suficiente para poder pagar sua estadia em alguma estalagem pobre e tomar uma caneca de vinho. Talvez tivesse mais sorte em algum outro bairro da cidade. Decide seguir para algum lugar um pouco mais nobre, não estava exatamente suja e fedendo, mas estava bem o suficiente para se apresentar em uma estalagem de frequência melhor, onde pudesse conseguir algum emprego decente, viver como punguista não estava mais nos seus planos.

Mesmo na parte nobre da cidade, nada estava muito diferente. Caminhando, com todo seu esplendor de elfa, via aqueles pobres coitados. Mesmo os ricos, não tinham a mesma riqueza de outrora, e os menos abastados, estavam em condições quase subumanas. Então, ela sente algo. Como um puxão, em sua saia, de leve. Virando para olhar, percebe-se um garoto. Maltrapilho, com dentes faltando, sujo, e com alguns machucados. Ele ergue a mão, como a quem pede uma esmola.

<Ehläna> –” Sinto garoto, mas não estou em uma situação muito melhor que a sua. Que Nimb quisesse que eu estivesse, os dados que ele tem rolado para mim não estão sendo muito bons ultimamente.”

Ehläna fica um pouco preocupada, e resolve checar se sua algibeira ainda está devidamente presa ao cinto, depois volta a procurar uma estalagem frequentada, ao menos poderia encontrar algum grupo de aventureiros ou alguém que estivesse procurando aventureiros. Ao mexer na algibeira, você percebe que está tudo em ordem. Nenhum tíbar a mais, ou a menos. Ao passar para ir a uma estalagem frequentada, você vê um homem. Alto, de porte imponente, uma capa comprida, armadura e espada na cintura. Seus cabelos são negros, embora, com vários fios brancos. Pelas orelhas, um elfo. E pela cicatriz em seu olho, parecia um homem de armas. Anima-se um pouco ao ver o homem, não consegue conter a alegria deixando com que suas longas orelhas balancem um pouco no ar, e um pequeno sorriso no canto da boca apareça para quem prestar atenção.

<Ehläna> “Sorte! Nimb desta vez tirou bons números! Se este homem não é um aventureiro, então ele deve conhecer algum… no máximo é um guarda, talvez trabalhar um tempo como membro da milícia não seja tão ruim…”

Ehläna se aproxima to tal elfo, tentando ser discreta e não chamar muita atenção para si.

<Dalos> ao perceber a aproximação da elfa, sorri “Bom dia milady.”

<Ehläna> –“Bom dia senhor.”… – “Posso chamá-lo de senhor certo? Sou uma aventureira, ao menos estou tentando esta carreira, e procuro por algum serviço que eu possa executar. Conhece algum contratante, ou então o senhor possa estar precisando de algo.” tinha uma expressão um pouco alegre

<Dalos> ” Pode me chamar de Dalos.” – responde mantendo o olhar fixo. Olha para a elfa de cima a baixo. “Podemos tratar disso ali dentro” aponta para uma taverna

<Ehläna> — “Tudo bem, a propósito… chamo-me Eliza.”

Ehläna segue o homem, avaliando se poderia confiar nele ou não, e olhando muito bem a estalagem a qual o mesmo tinha indicado evitando uma possível armadilha para viajantes incautos.

<Dalos> mantêm o olhar na elfa e diz de modo gentil “Encantado”. Toma o caminho a frente de Eliza, ao aproximar-se da porta a abre, permitindo que a elfa entre primeiro.

A taverna aonde Dalos a leva, parece bem alegre. Apesar de não estar abarrotada de pessoas, estava com bastante gente. Ao fundo, uma musica alegre, de um menestrel pequenino, tocada com o bandolim. A musica era estranha, aos ouvidos de vocês, e bem pouco profunda. Falava simplesmente sobre bebidas e comida. Havia pouquíssimas mesas vagas, e havia o balcão, aonde tinham um ou dois homens, bebendo. Não parecia brutamonte, ou bêbado qualquer. Mais, aventureiros mesmo. Conversavam entre si.

<Dalos> indica uma mesa vaga para a elfa e diz “Por gentileza, ali.” faz um gesto para o taverneiro indicando que gostaria de ser atendido.

Ehläna estava parada próxima a porta sempre com a mão próxima a espada, enquanto isso olhava ao redor, analisando cada um dos presentes. Segue ao comando sem pensar, distraída em sua avaliação do lugar, se senta e fica observando o elfo por algum tempo esperando que falasse.

<Dalos> senta-se em frente a Eliza, a encara com o único olho bom “Então, milady, o que sabes fazer?” fica de olho no taverneiro para pedir-lhe o vinho e três copos.

O taverneiro era um humano. Rechonchudo, bigodudo, com a face muito gorda. Vestia-se com roupas de camponês, e vêm correndo, de maneira cambaleante até vocês. Se aproximando, ele pergunta:

<Taverneiro> — “O que vão querer, elfos?”

<Ehläna> — “É um contratante?” percebe que o homem fala como os nobres, então procura evitar falar como a população geral

<Ehläna> — “Um cálice de vinho apenas, obrigada.”

<Dalos> “Uma garrafa de vinho, e três copos.” sem tirar os olhos de Eliza “Depende do que sabe fazer…”

O taverneiro olha, com curiosidade para o elfo. Ao ouvir os pedidos dos dois, ele se apressa, e diz:

<Taverneiro> — “Algo para comer?”

<Ehläna> — “Três?”

<Ehläna> — “Por enquanto não.” Responde ao taverneiro.

<Dalos> “Dispenso!” diminui o tom de voz “A comida aqui é uma porcaria.” olha para Eliza e diz: “Sim três.”

Ehläna retribui a informação com um sorriso

<Ehläna> — “Pois bem… quanto as minhas habilidades” fica encarando o taverneiro até que o mesmo decida sair de perto. após o homem se afastar diz – “Onde estávamos? A sim! Minhas habilidades…”

O taverneiro se retira da maneira cambaleante dele.

<Ehläna> — “Sou o que vocês de Valkaria chamam de ladina. Sabe como é, abrir fechaduras, evitar armadilhas… este tipo de coisa.”

<Dalos> “Mãos leves então?” da um sorriso e vulgarmente tateia a cintura verificando se as moedas estão ali “Entendo, o tipo de pessoa que procuro por dois motivos.”

<Ehläna> — Me ofende me comparando a uma punguista vulgar. Confesso que já tive de roubar para sobreviver, mas lhe garanto que se quisesse te roubar, o senhor já estaria desacordado em um beco qualquer completamente nu. Não tenho mãos leves, ainda que saiba roubar. Apenas sei fazer o que um idiota com uma espada e uma armadura não conseguiria. Mas por que procura alguém com minhas habilidades?”

<Dalos> desata a sacola de moedas, pega 1 tibar de ouro, amarra a sacola novamente na cintura “O que dizia mesmo? Ahh sim, primeiro antes de mais nada, estou com planos de formar um grupo, para conseguir dinheiro.”

Ehläna matinha as pernas cruzadas, mas desta vez cruza os braços esperando que o homem comece a falar com seriedade, sua expressão facial não é nenhum pouco alegre ainda…

<Dalos> “E segundo, procuro uma pessoa discreta e calma, que possa localizar alguém aqui em Valkaria. Faz uma expressão séria e encara Eliza “Consegue manter a calma?”

<Ehläna> — “Não me lembro de estar sendo testada… De qualquer forma, procura alguém em específico, ou alguém com alguma habilidade em especial?”

<Dalos> balança a cabeça em negação “Procuro alguém que consiga localizar uma pessoa especifica para mim, e alguém com habilidades como as suas, para trabalhos em conjunto.”

Ehläna se curva um pouco na mesa, apoiada nos cotovelos de forma que pudesse esconder o pouco decote que usava, evitando “problemas” enquanto tratava de negócios.

<Ehläna> — “Continue…

LEON

Leon via aquela cidade linda, que fora a Valkaria de sua infância, agora uma pocilga. Com a ascensão de Shivara Sharpblade, e a deposição de Thormy, parece que não fez nada bem a Valkaria. Ali, haviam muitas pessoas, morando agora na rua. Os ricos começaram a perder muito de seu dinheiro, e os pobres, muitos deles tiveram que passar a morar na rua. Agora, Valkaria estava sem seu brilho. Podre.

Leon, nem percebe, ao ver uma criancinha puxando sua capa. Era maltrapilha, com dentes faltando, vestida em andrajos. Ele faz um gesto, como a quem pede uma esmola. Os olhos chorosos dele são de cortar o coração, e mostram uma mágoa grande. Não dele, ou de ninguém. Mas do mundo…

<Leon Braço Forte> Andando pelas ruas e chutando vez ou outra alguma sujeira que estivera no chão “Olha só que isso se tornou! Nem parece a mesma cidade de sempre” Ao sentir sua capa sendo puxada, vira-se para a criança manhosa – “O que quer garoto?”

<Criança> — “Dá algum dinheiro pá eu ‘comê’… nem que seja um tibar…”

<Leon Braço Forte> Olhando nos olhos da criança se sentia levemente culpado pela falta de sorte da mesma – “Não vou de dar dinheiro filho! Mas te pago algo para comer… Venha comigo antes que eu mude de idéia!” Procura uma taverna próxima.

“O rosto do menino se ilumina quando ouve aquilo. Parecia que, finalmente, iria comer coisa que, pela maneira que a criança estava magra, não era comum. Ao procurar com os olhos, dá pra ver uma taverna ali perto. Não estava lotada, mas, pelo menos, pelo som que saia de dentro, parecia ter um ar alegre ali. Coisa rara de se ver, naquela cidade naquela situação…”

<Leon Braço Forte> — “Vamos lá rapazinho! Faz um leve carinho na cabeça cascuda da criança e adentra a taverna olhando ao redor

<Leon Braço Forte> — “O que você quer comer?” Perguntando ao garoto

Quando adentra a taverna, vê um lugar, com um palco, aonde um pequeno halfling termina uma musica no bandolim, várias mesas, no momento, com apenas uma mesa desocupada, e um balcão, aonde um taverneiro rechonchudo limpava um copo, e servia mais de uma cerveja espumante a dois homens que estavam ali.

<Criança> — “O que puder pagar! Qualquer coisa pra mim tá ótimo.”

<Leon Braço Forte> Faz um sinal com a mão para o taverneiro e se dirige ao lugar desocupado –”Vamos ver o que tem hoje!”

Leon Examina o local para ver quais mesas estão vazias, não são muitas e a melhor está ao lado de dois elfos.

<Leon Braço Forte> Segue para mesa perto dos elfos — “Vamos nos sentar ali, ai a gente pede o que tiver! Essa conversa ta me deixando com fome também.

<Criança> — “Tá!”

<Leon Braço Forte> — “Por favor, taverneiro!”

O taverneiro olhou confuso por um cavaleiro em armadura completa estar com um simples mendigo, ainda uma criança. Mas, não deixou de ir, apressado, até o cavaleiro e seu pequeno “escudeiro”.

<Taverneiro> — “Vão querer o que?”

<Leon Braço Forte> Se senta ajeitando a capa – “Nos veja um pedaço de carne! Para mim um vinho para beber! E você rapaz?”

Dalos e Liandriel detectam a presença do cavaleiro, e de um menininho, que ambos haviam escorraçado sentarem-se numa mesa adjacente. O menino está feliz, com um olhar diferente do que vocês o viram antes. O taverneiro está perigosamente perto de sua mesa, com uma distância de no máximo um metro. Poderia ouví-los facilmente…

Ehläna observa o taverneiro… Observa o garoto… Observa o cavaleiro…

<Ehläna> — “Me diga, para que três copos? Estamos esperando mais alguém?”

<Dalos> sorri para Eliza “Paciência”. Serve uma taça para si e outra para a elfa

<Taverneiro> — “Certinho. Um momento, que eu trago.”

Ehläna leva com delicadeza a taça até os lábios e toma um pouco do conteúdo, averiguando o gosto lambendo os lábios sem maquiagem, um luxo que não se permitia desfrutar.

<Dalos> leva a taça perto do nariz, balança a de leve, sente o cheiro –”Vinho de segunda…” bebe um pouco –”Então, te interessa no que tenho a propor, se consegues é claro localizar pessoas.”

<Ehläna> — “Vou esperar a terceira pessoa para lhe dar a resposta, que tal?”

O taverneiro sai correndo, meio cambaleante, pronto para trazer a comida e a bebida aos dois jovens.

<Leon Braço Forte> Olhando para o garoto, chega a fazer um leve sorriso ao ver que o menino parecia feliz – “Filho! Diga-me seu nome?”

<Leon Braço Forte> — “Obrigado Senhor!” Se referindo ao Taverneiro

<Dalos> sorri novamente “Claro” continua sorrindo e diz: “Mas conseguirias tu, localizar alguém aqui em Valkaria?”

<Criança> — “Me chamo Angel. Obrigado, de verdade, senhor.”

<Leon Braço Forte> — “Angel! Certo, não agradeça a mim, agradeça a Valkaria por essa adorável refeição!” Diz com a mão no queixo

<Ehläna> — “Com tempo e paciência encontro alguém no Reinado, Desde que ela exista…”

<Leon Braço Forte> –“Vamos fazer uma oração à Valkaria agradecendo por mais um dia de vida e pela comida de hoje, de acordo?”

<Angel> — “Certo!”

<Dalos> suspira “Certamente, mas ela esta mais especificamente aqui em Valkaria… a quanto tempo habita essa cidade? beberica o vinho novamente e presta atenção na mesa ao lado

Os dois elfos não podem deixar de ouvir, o entusiasmo do guerreiro, e da criança. O menino, quando ambos o viram, estava triste, minguando cada vez mais. Agora, com aquele cavaleiro, estava com o entusiasmo de um verdadeiro humano.

<Ehläna> — “É realmente importante?” Tentando ignorar a cena que está se passando na mesa ao lado “Deve ser um paladino… não é possível…”

<Dalos> — “Se vou lhe contratar para fazer esse serviço, é importante conhecer quem contrato. Sempre bom saber com quem anda.”

<Dalos> –“Ou um clérigo de Valkaria.” Diz ele a elfa, se referindo ao seu comentário sobre o ocupante da mesa ao lado.

<Dalos> –“Por falar nisso. Procuro alguém assim.” Aguarda Leon terminar a oração para então poder abordá-lo

<Leon Braço Forte> — “Certo faça conforme eu faço!” Se ajoelha e cruzam as mãos numa posição de suplica, fechando os olhos ele começa a fazer uma prece a Deusa da Humanidade — “Minha amada Dama da Ambição, obrigado por mais esse dia em que respiro com entusiasmo e por essa saborosa refeição e vinho que desfruto que Vossa Donzela seja Louvada!”

O garoto ri, um pouco, da atitude exagerada do paladino, mas começa a fazer o mesmo. Parece renovado, mesmo sem ter comido ainda nada

<Ehläna> — “Muito bem, então neste caso irei esperar para descobrir quem é a tão misteriosa terceira pessoa. Quer saber muito de mim, e sei apenas seu nome.”

Ehläna fica apenas bebendo o vinho devagar, como se realmente estivesse apreciando. A situação ao lado estava começando a se tornar incômoda.

<Dalos> Ao perceber que a prece ao lado terminou, levanta o tom de voz “Hey servo de Valkaria, tem um minuto?”

<Leon Braço Forte> Retorna a mesa – “Desculpe meu exagero Angel, paladinos tem o habito de serem sempre exaltados! Sorri. Ao ouvir sendo chamada a atenção vira-se para quem o chama e diz: — “Pois não?”

<Dalos> — “Aventureiro, Soldado ou Missionário?”

<Ehläna> — “Bem…” ao ver que o elfo tinha se dirigido ao paladino da mesa ao lado, começa a prestar atenção nas outras pessoas da taverna, talvez houvesse alguém mais interessante que pudesse lhe oferecer serviço.

<Leon Braço Forte> — “Soldado!”

O taverneiro chega com um prato enorme, com uma carne de porco, bastante cheirosa. Com ele, um copo de vinho, e um copo de água, para dar a criança.

<Dalos> — “Serve ao exército, tem grupo ou procura um?”

<Leon Braço Forte> — “A única fileira à que pertenço sãos as de guerreiro de Valkaria nada mais!”

<Dalos> sorri — “Entendo, procuro combatentes para formar um grupo, se estiver interessado, fale comigo” volta a atenção a Ehläna “Então, o que quer saber a meu respeito?”

O taverneiro então coloca aquele enorme pedaço de porco na mesa do paladino e da criança, com dois pratos, talheres, e um copo de vinho, e um de água. O taverneiro ficou ofegante, apenas por carregar aquilo.

<Leon Braço Forte> — “Pensarei com calma, cavalheiro!” volta a dar atenção a Angel

<Ehläna> — “Primeiro… virá conosco ou realmente é apenas um contratante?”

<Dalos> — “Irei junto.”

<Ehläna> –“E quais são as SUAS habilidades?”

O garoto parece maravilhado, com aquela enorme quantidade de comida. E, não faz cerimônia em cortar enormes nacos, e colocar em seu prato, e passar a comê-los.

<Dalos> — “Sou um sacerdote.”

<Ehläna> — “De que Deus?”

<Leon Braço Forte> Sorri levemente ao ver a satisfação de Angel, toma um gole de vinho e corta um humilde pedaço para si – “Fique a vontade Angel!”

DE VOLTA A LIANDRIEL

Liandriel saiu do templo, cheia de esperança. Estava em Tyrondir, um reino que, infelizmente, recebia um nome horrível: O Reino dos Goblinóides. Liandriel sabia que o melhor lugar para ir, era Valkaria, a capital de todo o Reinado. Não era longe. No máximo, umas duas semanas de viagem de lá. Seria rápido, e sem muitas dificuldades. Com alguns aldeões, ela descobriu uma estrada longa, que levava até uma cidade, perto da Mata dos Galhos Perdidos, já nos limites de Deheon. Seria um bom lugar, que não demoraria mais do que uns dois dias…

Com mais alguns dias, você chega finalmente àquela cidade. Parece um lugar extremamente imundo, casas de sapé, pessoas pobres, amontoando-se umas com as outras. O cheiro de pão fresco atinge-lhe suas narinas, e lhe fazem perceber como estava com fome. Pois então, você tem uma sensação estranha. Parece, com a sensação, de ser observada.

Após a viagem, o cheiro de pão era bem vindo. Contudo, a sensação de estar sendo vigiada a atinge em cheio… Olha ao redor, tentando ser discreta, fingindo estar perdida, mas procurando quem pudesse estar vigiando-a…

Mesmo sendo vigilante, procurando a quem poderia estar vigiando-lhe, não havia nada. E, uma coisa que Liandriel percebera fora pessoas com expressões vazias. Completamente vazias, como se não tivessem alma dentro de si. Mas, parece impressão, pois, logo depois, os vê normalmente.

<Liandriel> “Que sensação estranha…”

Tentava se convencer que estava meio paranóica… Tentando ignorar a sensação, procura de onde emanava aquele aroma gostoso de pão… Talvez tivesse uma taverna com algum bom padeiro trabalhando lá…

Não fora muito difícil de encontrar de onde vinha o cheiro. Havia uma taverna ali perto, e o cheiro parecia vir de lá. De longe, dá pra ver que há pouca gente, naquela humilde taverna. Era pequena, com quatro mesas, uma escadaria para o fundo, um balcão, com várias bebidas, e uma portinhola, de onde vinha o cheiro, por trás dele.

Lá, havia apenas três pessoas, dois clientes, de maneiras rudes de se vestir, jogando dados, e um homem, magro, com rosto um pouco ossudo, e cabelos um pouco desgrenhados. Usava um avental, e, estavam, em uma bandeja em suas mãos, alguns pedaços de pão quente. Após colocar a bandeja no balcão, ele a nota.

<Liandriel> Entrava na taverna sem cerimônia, com um sorriso confiante nos lábios. Andava de modo altivo e bem feminino, como se quisesse chamar a atenção… Aproximava-se do balcão, olhando a bandeja de pão, e depois olha para o homem de avental, acreditando ser o dono ou funcionário do lugar… – “Quanto é um pedaço desse pão, bom amigo?” perguntava, sem rodeios, se debruçando levemente sobre o balcão…

O homem passou a olhar de maneira brincalhona e disse:

<Padeiro> — “São três tíbares de cobre cada um.”

<Liandriel> — “Hm… três tíbares de cobre…” repetira, com o mesmo tom brincalhão… – “Sem problema…” Sorria para o homem de modo simpático – “Posso?” pergunta, aproximando uma mão da bandeja, como se fosse pegar um pedaço…

<Padeiro> — “Claro!” diz com um sorriso no rosto

Liandriel ficava mais sorridente com a permissão e pegava um pedaço daquele pão, levando-o à boca e experimentando-o sem cerimônia…

Delicioso, como o cheiro que sentia. Era até estranho ver um pão tão gostoso, com tão poucas pessoas naquele lugar.

<Liandriel> — “Hum!… O aroma não é enganador!…” elogiava, sorrindo, quando terminara de deglutir a mordida que dera. Por enquanto iria deixar de lado as coisas estranhas que notava.. – “Bem… Pode me servir uma bebida para acompanhar?”

<Padeiro> — “Muito obrigado, menina. É muito gentil… É claro. O que deseja beber? Não tenho um grande acervo, mas tenho algumas coisas bem interessantes…”

<Liandriel> — “Qualquer coisa não muito amarga e que me faça dançar no lugar após algumas doses…” ria… Ainda havia bebido nenhuma bebida alcoólica, mas tinha vontade de experimentar…

<Padeiro> — “Certo… certo… Posso lhe oferecer um vinho, então?”

<Liandriel> — “É aquela bebida feita de uvas, não é?… Está ótimo!” falava enquanto comia o delicioso pão

<Padeiro> — “Isso.” Ele passa a colocar vinho para àquela jovem élfica, em uma taça

<Liandriel> — “Me diga… O que há de errado com as pessoas daqui?…” pergunta sem rodeios enquanto ele serve o vinho…

Parece um pouco confuso, com a declaração da Elfa. Mas, logo se apressa a dizer pra ela.

<Padeiro> — “Na verdade, nada de muito importante. Eles apenas estão receosos com a vinda da Igreja de Lena aqui, querendo fazer mais uma de suas instituições para insanos. Pensam que lhes poderão fazer mal…”

<Liandriel> — “Como assim?… Os clérigos de Lena não fazem mal às pessoas… Apenas tentam ajudá-las e curá-las dos problemas que os assolam, quando possível…” falava agora mais séria… Beberica um pouco do vinho servido, sentindo seu gosto, parecendo meio receosa ainda, meio curiosa…

<Padeiro> — “Não me entenda mal. Não é aos clérigos a quem temem. Mas sim, aqueles que eles querem cuidar aqui na cidade.”

<Liandriel> — “Hm… Entendi…”

<Liandriel> — “Bem, isso não deveria tirar a fome ou a vontade de comer deles, deveria?” olha com um olhar inquisidor para o homem, pegando outro pedaço de pão na bandeja…

<Padeiro> — “No caso, mexer com insanos não é uma coisa que as pessoas conseguem compreender muito bem. E, sempre pensam que eles possam se soltar, e causar mal a cidade.”

<Liandriel> — “Concordo plenamente… Seria semelhante a implantação de uma prisão, por exemplo… Embora considere uma prisão mais perigosa que uma instituição para insanos…”

<Padeiro> — “É puro medo. Não sei do que a temem. Pelo menos, os insanos estão em segurança, com pessoas boas, que cuidam deles.”

<Liandriel> — “Disso também não tenho como discordar…” sorri. Realmente sabia disso por experiência própria… – “Bem, mas isso ainda não responde minha dúvida mais importante…” continua com um tom inquisitivo, quase urgente na voz… Como se tivesse visto algo muito sério ou errado… Bebia um gole de vinho… Havia adorado aquilo…

O padeiro fica olhando, confuso. Não havia entendido a situação direito, então, tratou logo de perguntar:

<Padeiro> — “Mas… qual sua duvida, menina?”

Liandriel olhava para o homem, bem séria, como se tivesse uma dúvida de real importância… Talvez até vital ou urgente… Ou as duas ao mesmo tempo…

<Liandriel> — “Como pode esta taverna estar vazia e esta bandeja de pão delicioso ainda estar praticamente inteira do meu lado, com apenas dois pedaços faltando? Pedaços esses que eu peguei… Eu senti o cheiro do pão lá de trás e achei que fosse ter que brigar para conseguir um pedaço…” parecia realmente indignada… – “No entanto eles estão aqui, abandonados… Essas pessoas não têm fome ou olfato?…” seu tom sério deixava transparecer um brincalhão em segundo plano, assim como seu olhar… Tomava um longo gole de vinho, esvaziando a taça… – “Quero mais vinho…”

O padeiro fica com um olhar bem mais aliviado, e, se apressa em responder:

<Padeiro> — “Isso é uma pergunta, sem resposta. Antes, havia pessoas que compravam sempre. Mas, no decorrer dos meses, as pessoas pararam de comprar.”

<Liandriel> — “Devem ter perdido o olfato então…” comentava mais sozinha do que com o homem – “Devia levar seu pão para uma vizinhança melhor então…” Terminava com o pedaço que estava mordendo e pegava outro pedaço… Estava satisfeita, mais a gula havia induzido-a a pegar o terceiro pedaço…

<Padeiro> — “Estou a pensar em realmente fazer isso. Mudar-me para Valkaria ou Villent, onde certamente terei bons clientes.”

<Liandriel> –“Faça isso…” “Aposto que lá seu pão será reconhecido como deve…” sorria novamente por um instante, voltando a ficar séria… – “Ainda quero mais vinho…” apontava para a taça vazia…

O padeiro passa então a colocar mais vinho a ela, então, ouve um chamado de um daqueles brutamontes da taverna. Após atendê-los, algo acontece: quando o padeiro se aproxima, o homem subitamente se joga no chão, tendo convulsões poderosas.

<Liandriel> Se levanta de seu lugar, se aproximando rapidamente do brutamonte… – “O que está acontecendo?” estava preocupada…

Ao se aproximar, vê o homem começa a se debater com força, derrubando cadeiras, e até mesas. Então, começa a tentar puxar ar para seus pulmões, cada vez mais, até que, simplesmente, tomba morto. O padeiro fica horrorizado com a situação, e, cai de joelhos ao chão, de olhos esbugalhados, em choque. Mas o que estava acontecendo? O que estava acontecendo…?

 


 

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